Oficina CEER
 28-11-2012
UMINHO TESTA TRATAMENTO SEM FÁRMACOS PARA CONTROLAR A MIOPIA

Estudo mundial envolve Centro de Física da academia minhota.

O Centro de Física da Universidade do Minho está a testar a eficácia de um dispositivo médico para diminuir a progressão da miopia, sem recorrer a qualquer fármaco. A investigação faz parte daquele que é até agora o maior ensaio clínico mundial do género, envolvendo mais de 300 crianças dos 8 aos 12 anos. No projeto, que se prolonga por três anos, estão ainda centros de investigação do Canadá, Reino Unido, Singapura e Hong Kong.

“Há tratamentos promissores que permitem diminuir significativamente o aumento da miopia. A participação da UMinho ao lado de centros muito conceituados, deve-se à relevância internacional da investigação nesta área realizada no Laboratório de Investigação em Optometria Clínica e Experimental (CEORLab),a experiência de quase 25 anos da licenciatura em Optometria, e o recente mestrado em Optometria Avançada a partir do qual se têm formado jovens investigadores, alguns deles cá a fazer doutoramento”, explica o professor José González-Méijome, coordenador do CEORLab da Escola de Ciências da UMinho.

A miopia atinge cerca de um terço da população europeia e mais de 70% em muitos países asiáticos. Os estudos mais recentes apontam para um aumento significativo da incidência da miopia nas gerações mais jovens, que têm também valores cada vez mais elevados desta dificuldade em ver bem ao longe. A miopia pode apresentar-se em diversas idades, atingindo em geral valores maiores quanto mais cedo se manifestar nas crianças, aumentando mais rapidamente entre os 8 e 12 anos de idade, explica José González-Méijome, para sublinhar: “É precisamente quando a miopia aumenta acima das 5 ou 6 dioptrias que esta anomalia da visão se torna mais problemática, pois associa-se a alterações mais severas que podem comprometer a visão definitivamente, conduzindo à cegueira”. Este motivo levou a Organização Mundial da Saúde a considerar a miopia como um alvo prioritário.

Mais informações:
Prof. José M. González-Méijome – 253604072,
jgmeijome@fisica.uminho.pt

Fonte: www.uminho.pt