Oficina CEER
 18-02-2013
UMINHO DESENVOLVE PRÓTESES INTELIGENTES COM MONITORIZAÇÃO

Projeto multidisciplinar promete aplicações mais eficazes e personalizadas.

Uma investigação coordenada pelo Centro de Física da Universidade do Minho (CFUM) prepara-se para propor ao setor da saúde um desenvolvimento multidisciplinar que promete revolucionar a aplicação de próteses. Os desenvolvimentos já validados asseguram um índice de rejeição menor, para além de admitirem desenvolver aplicações personalizadas através da monitorização, permitindo ajustar o procedimento caso a caso.

O projeto utiliza materiais piezoelétricos e piezoresistivos capazes de avaliar forças e deformações e também de aplicar estímulos elétricos ao tecido ósseo. “Temos desenvolvido uma série de novos materiais biocompatíveis e bioativos em alguns casos, que nos permitem a monitorização do que está a acontecer nas próteses e nas suas interfaces durante a fase de desenho e testes, assim como logo que são implementadas no corpo humano”, adianta Senentxu Lanceros-Mendez, investigador do CFUM.

Nos resultados diferenciadores destacam-se os materiais com novas funcionalidades, sensores e métodos inovadores de processamento de alguns materiais. Mas as grandes conquistas relativamente às próteses são, por um lado, a monitorização das forças e das deslocações que permite desenvolver aplicações mais personalizadas para cada caso e, por outro lado, a funcionalização de alguns destes materiais de forma a promover o desenvolvimento celular e a osteointegração ou outro tipo de bioatividade, combatendo problemas de integração no corpo do doente. O investigador responsável salienta: “Finalmente construímos efetivamente próteses inteligentes, incluindo a matriz de sensores e os sistemas eletrónicos de adquisição e transmissão de dados, e demonstrámos a sua viabilidade com vários tipos de testes internos e externos”.

Em relação aos próximos passos de pesquisa, Senentxu Lanceros-Mendez revela: “Estamos a trabalhar uma pele artificial facilmente implementável em qualquer superfície e altamente sensível. Continuamos, igualmente, com o desenvolvimento de novas formulações para sensores impressos”.

O projeto global recorre às especialidades científicas da física, química, eletrónica, engenharia biomédica, engenharia de materiais, medicina, veterinária e é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) através da investigação “Implantes inteligentes utilizando bio-nano-compósitos”. Esta componente está também integrada num conjunto de projetos de capacitação relacionados com o INL – Instituto Ibérico Internacional de Nanotecnologia. Em paralelo, decorre um projeto ligado a este desenvolvimento científico, designado “Protsensors”.

Reportagem completa em vwww.uminho.pt/Newsletters/HTMLExt/40/website/conteudo_823.html

Mais informações
Prof. Senentxu Lanceros Mendez – 253604073 /20,
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