Oficina CEER
 28-02-2013
UMINHO CRIA PAVIMENTO QUE MUDA DE COR QUANDO SE FORMA GELO

Nanotecnologia desenvolvida por equipa de Joaquim Carneiro também retira manchas de óleo da via.

Uma equipa da Universidade do Minho (UMinho) desenvolveu um pavimento que muda de cor quando se forma gelo na sua superfície. A inovação mundial deve-se à introdução de nanocompósitos à base de óxidos nos pavimentos tradicionais. Esta tecnologia poderá evitar inúmeros acidentes e vítimas nas estradas de todo o mundo, sobretudo nos países frios e montanhosos.

Joaquim Carneiro, do Centro de Física da Escola de Ciências da UMinho, lidera o projeto e explica que quando a temperatura baixa ao ponto de congelação da água (0ºC) é produzida uma reação que leva o asfalto a adquirir a cor vermelha. Os condutores conseguem, assim, visualizar as zonas encarnadas em que se formam as placas de gelo e tomam as devidas precauções.

Mas há mais: as minúsculas partículas à base de óxidos têm a capacidade de limpar o próprio asfalto. Isto é, reagem quimicamente com o óleo que sai dos veículos em acidentes ou em derrames no asfalto, degradando o óleo e convertendo-o em dióxido de carbono e água. A inovação permite assim prevenir acidentes fruto das perigosas manchas de óleo, em particular aos motociclistas.

A pesquisa de Joaquim Carneiro foi apresentada com sucesso numa conferência internacional e já despertou o interesse dos governos da Finlândia e Portugal. Depois das provas laboratoriais na UMinho, será agora testada em ambiente real, numa autoestrada da região Centro, cujas condições de rigor climático, altitude, humidade e temperatura são consideradas propícias.

“Acreditamos que os testes vão ser positivos e a implementação deste ‘asfalto inteligente’ será uma realidade a médio prazo, promovendo a prevenção rodoviária e evitando acidentes em todo o mundo, em especial nas regiões frias e montanhosas, como a Escandinávia, o Canadá, a Rússia ou os Andes”, diz Joaquim Carneiro. O seu próximo projeto incide na utilização de fibras de carbono que alertem para a formação de fissuras no asfalto, de forma a que sejam detetadas e reparadas mais rapidamente.

Mais informações (contactos não publicáveis)
Prof. Joaquim Carneiro – 253510477, 964682287,
carneiro@fisica.uminho.pt

Fonte: uminho.pt