Oficina CEER
 17-07-2009
Inauguração do Instituto Ibérico Internacional de Nanotecnologias

O Presidente da República e o Rei de Espanha inauguram, hoje, o Instituto Ibérico Internacional de Nanotecnologias (INL), um investimento comum aos dois países, que está a recrutar 200 cientistas em todo o mundo. Uma fonte da direcção do INL disse à Lusa que a inauguração do edifício “marca o lançamento da campanha internacional de apresentação do organismo e de promoção do recrutamento dos melhores cientistas, à escala internacional”.

O acto conta com a presença de Cavaco Silva e D. Juan Carlos, chefes de Estado dos dois países, e dos respectivos primeiros-ministros, José Sócrates e José Luiz Zapatero. O instituto, que começa agora a dar os primeiros passos, tem ainda pendente a questão do estatuto jurídico - que ditará o regime fiscal -, e cuja fórmula legal demorou a ser encontrada, dado que se trata de um investimento internacional de dois países, que pode ser alargado a outros, a médio prazo.

Para os responsáveis do organismo, “a visibilidade internacional da inauguração do INL, a sua apresentação ao corpo diplomático e à imprensa, a repercussão junto dos principais centros académicos e industriais do mundo especializados em nano-ciências e nanotecnologias são essenciais para o lançamento do programa internacional de recrutamento dos melhores cientistas de todo o mundo, que agora se inicia”.

Na sequência do acto inaugural, a administração do INL vai instalar-se, a partir de segunda-feira, no novo edifício, o qual só estará totalmente concluído no começo de 2010, devendo começar a receber os primeiros cientistas em meados desse ano.

“Captar os melhores talentos à escala mundial é um desafio de grande ambição, tendo em conta a intensa competição internacional por recursos humanos qualificados neste sector”, sublinha o INL.

O instituto garante que o edifício “está pronto a receber a instalação de equipamento científico de base, já encomendado, assim como a instalação de laboratórios específicos”.

“O INL dispõe igualmente já de cerca de 40 cientistas em formação ou estágio em vários centros de referência, na Europa, nos Estados Unidos da América e no Japão”, assegura.

Fonte: Correio do Minho